por Diego Castro
Em 2002 foi lançada a comedia Zoolander, dirigida e protagonizada por Ben Stiller. Não foi muito bem com relação a bilheteria, contudo ganhou uma legião de fãs que em 2016 são recompensados com a continuação.
Derek Zoolander (Ben Stiller) - depois de viver anos no exilo - é convidado a voltar às passarelas da moda e reviver as glórias, tendo a seu lado Hansel (Owen Wilson). Contudo, ambos são recrutados pela agente Valentina Valencia (Penélope Cruz), para descobrir qual organização está matando as celebridades.
O filme tem um ritmo muito prejudicial, sendo muito rápido para os personagens se desenvolverem. Pode-se perceber que o roteiro quer mostrar muito - mesmo tendo pouco tempo - e fica parecendo esquetes à la Monty Python. Sem inspiração ou graça, as piadas ficam fora de tom, o que na comédia tom é tudo.
Não existe tempo de conhecer os personagens, deixando-os desinteressantes. Parece um clube especial, onde somos convidados contudo não participamos. As únicas vezes em que as piadas funcionam é com as celebridades, isso porque o público consegue reconhecê-las e assim entender a piada. Exemplo disso é o início do filme, que executa o cantor pop Justin Bieber por fuzilamento.
As atuações do filme são boas. Todo o elenco consegue captar seus personagens - sem deméritos - mas Will Ferrel se sobressai com o seu Mugatu, roubando todas as cenas em que se encontra, salvando assim o terceiro ato do filme.
No final Zoolander 2 é apressado e sem ritmo, ansioso para fazer o público rir. E falha no processo, deixando de ser o próximo passo na carreira de Ben Stiller - virando um retrocesso - quem sabe com outro filme ele consiga mostrar o amadurecimento que tanto procura, estou ansioso para ver.
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