por Diego Castro
As animações percorreram um grande caminho, alguns estúdios conseguiram amadurecer, e a DreamWorks é um exemplo claro disso. Tendo no seu catálogo filmes que conseguem falar diretamente com o seu público, Kung Fu Panda 3 é outra prova desse amadurecimento.
As animações criadas pela junção dos estúdios orientais e ocidentais da DreamWorks criam uma das animações mais lindas na história do estúdio. O jeito de como os personagens se movem levemente - parecendo tinta no quadro - com cada luta e cada ação usando uma paleta de cores vibrantes, vívidas em cada canto da tela, sobressaindo diante de outras animações, dignas de grandes épicos do Kung Fu.
Os realizadores da produção sabem exatamente como encerrar a saga do Dragão Guerreiro, levando Pô ao seu desafio principal, amadurecer sem perder o espírito de aventura que tanto moldou sua jornada até esse momento. Uma aventura tocante sobre apreciar seu interior, mesmo que você seja um panda.
Os problemas do filme são devido ao pouco tempo que temos para explorar tanta beleza. Os personagens coadjuvantes não ganham a atenção necessária devido ao colossal número de criaturas carismáticas em Kung Fu Panda 3, se tornando um pano de fundo para as piruetas e pulos, que tomam conta da tela.
Um ótimo fim desse universo do Kung Fu Panda, mantendo a qualidade e a diversão do primeiro longa-metragem. É muito raro um filme se manter fiel às suas raízes - ainda evoluindo em muitos aspectos - apesar de faltar desenvolvimento por parte dos outros personagens. Mesmo assim, o Kung Fu Panda 3 tem força de cativar o seu público-alvo. Ao final - com saldo positivo - é bom ver o quanto um estúdio pode crescer sem perder sua essência divertida e inspirada. Fico ansioso para ver até onde esse amadurecimento pode levar a DreamWorks.
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