por Diego Castro
Em 2001, o primeiro O Tigre e o Dragão, fez um sucesso estrondoso de público e crítica, sendo premiado pela academia merecidamente. Cheio de delicadeza e poesia, contava uma história profunda e humana, contudo deixou algumas coisas em aberto, podendo ganhar uma continuação. Então - quando o serviço de stream Netflix disse que produziria a continuação - fãs ficaram entusiasmados para voltar ao mundo de kung fu e poesia.
O novo filme não tem a direção apurada e delicada de Ang Lee. Ao invés disso temos Woo-Ping Yuen, mais conhecido por montar as coreografias de luta. Logo no início é perceptível quanto o filme sofre sem a poesia, trocando conflitos filosóficos por cenas de lutas bem coreografadas. A essência que conquistou o continente ocidental está completamente perdida.
Não consigo entender como uma produtora de reputação - que tem no currículo a série americana House of Cards - erra tanto em uma continuação. As escolhas da produção são horríveis, não fosse pelo título não teria ligação nenhuma com o original de 2001. O tom teatral realístico no primeiro filme é esquecido, virando apenas um filme de luta, e nada mais.
Enquanto O Tigre e o Dragão de Ang Lee, conseguiu trazer pérolas orientais (Herói, Clã das Adagas Voadoras) para o ocidente como Heroi (2002) e O Clã das Adagas Voadoras (2004), o novo O Tigre e o Dragão terá sorte se alguém assistir até o final, pois não possui a magia que nos encantou no passado, fazendo dessa continuação um truque barato.
0 comentários:
Postar um comentário