por Diego Castro
O gênero terror é um dos poucos que são mutáveis no mundo da sétima arte, podendo ir do pastelão ao sério em algumas cenas, encantando e amedrontando as cadeiras do cinema. Contudo, para conseguir essa façanha é difícil, e Floresta Maldita tenta alcançar este patamar de fascínio.
Acompanhamos Sara em buscar da sua irmã desaparecida em uma floresta no Japão, sendo a floresta conhecida como um lugar de suicídios constantes. Além do folclore local dizer que a floresta é amaldiçoada por fantasmas, o que não impede que Sara entre e procure sua irmã, antes que seja tarde.
Numa coprodução nipo-americana, o filme usa e abusa dos dois estilos de terror, criando um clima propenso para sustos verdadeiros. Até que funcionam, mas estes sustos são raros, o que sobra são sustos bobos. O roteiro não é ruim, apenas mal executado. A ideia de um floresta que enlouquece seus habitantes é genuinamente assustadora - parece com o outro filme do roteirista David S. Goyer (Alma Perdida, 2008) - mas a direção do novato Jason Zada se apoia muito em clichês, perdendo um pouco da originalidade do roteiro.
O primeiro ato da Floresta Maldita é lento, seu ritmo prejudica o meio e fim. É fácil perceber o final da história, sendo o maior problema do filme, sua previsibilidade. Os sustos perdem o efeito assim que você descobre de onde eles vêm, enfraquecendo os alicerces da trama, que tinha potencial para ser um bom filme de terror.
Floresta Maldita não consegue chegar a seu destino final, sendo medíocre no final das contas. Nada tem o resultado esperado, a eficiência fica só na atuação da sua atriz principal, deixando o filme acessível para uma tarde chuvosa, quando não há mais nada passando na TV.
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