por Diego Castro
Charlie Kaufman é um cineasta incrivelmente competente, sempre trazendo histórias desafiadoras. Hoje em dia alguns desses filmes se tornaram clássicos, e com Anomalisa não é diferente.
No filme conhecemos Michael Stone, que vê o mesmo rosto e voz em todas as pessoas à sua volta. Percebe que perderá algo que ele mesmo prega - sendo um palestrante multinacional - até conhecer Lisa, uma jovem encantadora e muito otimista.
Brincando com as expectativas que se espera de uma animação, Anomalisa tem uma sequência cheia de ação, reviravoltas, totalmente fora do contexto do resto do filme, que escolhe o desenvolvimento de personagens ao invés de ritmo, trazendo uma trama íntima, sendo tocante nos momentos certos, quase um espelho da realidade de como são as pessoas no dia a dia.
Os diretores mostram com as primeiras cenas, o domínio sobre o cenário, usando uma luz opaca, cheia com tons de sépia, ajudam com teor da animação.
A mensagem que a animação traz é brutal e triste, diferente de outras animações que trazem um conteúdo leve. Como crítico, saí do cinema com a cabeça “a mil”, e escrevendo essa crítica não consigo parar de pensar, como os personagens inanimados conseguiram alcançar tantas emoções genuínas. Sem dúvida mérito da equipe que trabalhou arduamente para alcançar esse nível emocional contagiante. Mesmo tendo problemas de ritmo, essa é, sem dúvida, uma obra que merece ser assistida e reassistida.
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