por Beto Besant
Como diz um famoso slogan: "Quando a realidade supera a ficção, está na hora de fazer documentário". O novo filme do cineasta argentino Pablo Trapero conta uma história tão absurda, que se não fosse baseada em fatos verídicos, iriam acusar de inverossímil. E se fosse então uma produção nacional, aí sim que acusariam de não fazer o menor sentido.
São tantos pontos assustadores que até fica difícil definir qual o mais grave. Por exemplo: os sequestrados são pessoas mais abastadas do convívio da família. E se já é preciso ser bastante frio e calculista pra cometer um sequestro (seguido de morte), mais grave ainda quando tudo isso acontece com pessoas que se tem uma certa "amizade".
Outro fato assustador é que o cativeiro seja o quarto de hóspedes da própria residência. O diretor apresenta muito bem isso numa cena em que a família assiste TV enquanto ouve-se gemidos vindos do quarto.
Com o espanhol Pedro Almodóvar como coprodutor, O Clã atingiu a segunda maior bilheteria do cinema argentino e foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Trata-se de cinema argentino da melhor qualidade, como costumam ser o filmes argentinos que chegam por aqui. Mas apesar de todos os méritos, O Clã é interessante porém está longe de ser sensacional.
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